terça-feira, 23 de agosto de 2011

# 00 O Destino e a Fada

A Fada, bela e inocente. Que voa pelo bosque encantado vivendo seu feliz pra sempre...


Ela não tinha um par, mais isso não interessava agora interessava? Claro que não. Ela podia voar, tinha um família boa, era bonita e tinha amigos bons, nada de ruim poderia acontecer com ela, ela era amada e amava a todos...


Mais o que aconteceria se o Destino brincasse com quem esta quieto?


O Destino, mal e impiedoso, que cutuca a felicidade alheia apenas para matar o tédio. Cutucou a vida de nossa pequena e feliz Fada.


Um dia nossa fada voava para sua casa, assim que pisou no lugar aonde chamava de lar foi atingida por algo que nunca recebeu na vida.


Rejeição.


Ninguém de sua família se importou dela ter chegado em casa. No começo ela não se importou achou que eles estavam em um dia ruim, abraçou a todos e tentou contagia-los com sua alegria.


Tudo o que recebeu foi olhares estranhos e sussurros quando se afastava. Ela achou que isso passaria com o tempo, que eles apenas estavam em uma semana ruim... Uma semana ruim apos a outra. A pobre fada não sabia o que fazer com sua família.


Seu lar se tornou um lugar hostil aonde ela não ansiava mais por voltar. Todo o dia ela brigava com alguém de sua família por algo menos do que nada. Sua felicidade foi se esvaindo a cada segundo... Mal sabia ela que era tudo culpa do malvado e cruel Destino.


Sua mãe, que era carinhosa e atenciosa com ela desde pequena, não a olhava mais, nunca mais a abraçou com verdadeiro carinho, nunca mais a beijou na testa e lhe desejou bom dia, e nunca mais preparou seu lugar a mesa para jantar.


Seu irmão mais velho que sempre lhe apontava como culpada, agora a acusava seriamente por apenas ter nascido, antes ele a acusava por ter quebrado um copo, por ter acabado com o papel higiênico, agora acusava ela por ter nascido nessa família e fala que ela poderia muito bem nunca ter nascido.


Seu pai, sempre se importando com a família, agora era um homem fraco e sem muito sucesso. Não se importava mais com eles, nem ao menos voltava para casa por não aguentar a hostilidade e as brigas com sua mulher, ele se mudou, e não os visitava.


O que a pobre fada faria? Seu lar, seu doce lar estava insuportável. Apesar de ter asas se sentia presa e quase sem liberdade.


Sem asas...


O Destino se interessou pela agonia da pequena fada e resolveu mexer mais em sua vida, e a cutucou novamente.


Um dia quando chegou em casa novamente desejando nunca ter chego, sua mãe estava na cozinha descascando batatas.


A fada adorava batatas... Mais resolveu não falar nada e rumou para seu quarto que dividia com seu irmão, assim que entrou viu que seu quarto estava todo desarrumado, suas roupas estavam jogadas para fora junto com as roupas de seu irmão.


O que? Quem fez isso? Pensou a fada, sua mãe a empurrou para dentro do quarto e mandou que arrumasse, disse que seu irmão fez isso pois procurava algo e pensou que ela havia pego.


A fada ficou indignada, ela teria pego algo de seu irmão? O que teria sido? Não poderia ter sido roupas, ele era grande demais. A fada já sem feições amigáveis gritava com sua mãe que lhe apontava uma faca e mandava que arrumasse tudo.


O coração da pobre fada se partia, pois atras da imagem de sua mãe lhe apontando uma faca, a fada via sua mãe que ela amava lhe abraçando com carinho. A cada briga que tinha com sua mãe a fada chorava em silencio, pois ela amava sua mãe e brigar com ela a machucava muito.


Mais sua mãe não parecia ligar para as lágrimas que escorriam do rosto da fada e a trancou no quarto.


 Caindo de joelhos no chão a fada chorava em silencio como sempre, sabia que se chorasse alto não adiantaria só aborreceria sua mãe e abriria o tópico para mais uma briga, mais ela também sabia que chorando em silencio ela engolia parte daquela tristeza para digerir mais tarde, pois não aguentaria tudo agora.


Silenciosamente a fada chorava em meio ao quarto desarrumado, derramando Doces Lágrimas que nunca pensou que derramaria.

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