quarta-feira, 24 de agosto de 2011

# 01 A cavaleira e a princesa

Uma cavaleira, corajosa e valente, não temendo nada pois tinha sua armadura para lhe defender das flechas, e sua espada para cortar cabeças.


A cavaleira lutava pela paz e pela justiça, mais a cavaleira tinha uma personalidade meio instável, pois ela se estressa com facilidade.


A cavaleira foi criada de inicio como uma princesa, ela era bela e delicada, fazia todos rirem e era bem amada, ela tinha vários amigos príncipes e amigas princesas quando pequena, ate que seus pais a colocaram em outra academia que deduziram ser mais competente.


Assim que pisou lá a pequena cavaleira foi humilhada e tratada mal, ela não entendia bem o que fazer, pois sempre que algo ruim acontecesse os príncipes ajudavam as princesas. Mais daquele lugar não era um conto de fadas aonde estava. 


Ate mesmo os príncipes riram dela e a ridicularizavam, falavam de seus vestidos, seu cabelo, a cor de seus olhos e da cor de sua pele.


A pequena cavaleira viveu na tortura durando dois anos enquanto ela esperava seu príncipe, dia apos dias ouvindo deboches, insultos e vendo suas coisas serem destruídas.


Mais em um dia de chuva e tempestade, as outras princesas estavam indo fazer o de sempre, a insultarem pegarem seus vestidos, rasga-los na sua frente e os jogar no lixo.


Um trovão iluminou os céus, e esse foi o primeiro momento em que o coração da cavaleira bateu e ela deixou de ser uma princesa.


O trovão novamente fez o céu brilhar, e agora a cavaleira já não estava mais com seu rosto infeliz e choroso de sempre.


Seu rosto tinha um suave sorriso com lagrimas secas em sua bochecha, ela se aproximava da princesa do extremo norte, ela tinha um cabelo ruim por lá fazer muito frio, sua pele era branca porem tinha manchas vermelhas do começo da puberdade.


Desferiu palavras baixas que mais pareciam maldições, elas não ouviram então a mandaram repetir, quando repetiu pegou a cabelo da princesa do extremo norte e o puxou.


- Eu disse para tirar as mãos imundas de meus vestidos, sua lontra da neve.


Puxou o cabelo dela e afundou o rosto dela na cadeira daquela pequena sala. As outras princesas ficaram chocadas e logo foram socorrer a sua colega, assim que chegaram a cavaleira chutou cada uma delas.


- Não pense que me esqueci de vocês...


O ódio dominou o coração da cavaleira, e assim ela se transformou em seu próprio príncipe. Pegou o rosto de cada princesa, esfregou no chão e na lama, pegou seus vestido e jogou para os raios baterem fogo e os ventos secarem de forma legal.


A cavaleira então largou o vestido e começou a usar uma armadura e pegou uma espada, infelizmente a raiva acumulada entre dois anos não sumiu, um sorriso malvado estava no delicado rosto da cavaleira, e com sua espada foi cortando tudo que estava em seu caminho.


Mais ao fazer isso deixou um rastro vermelho por onde passava.


E assim ela começou a sua aventura, como cavaleira errante ao invez de uma simples princesa que passa suas tardes tomando chá.


A mancha da trilha vermelha que fez nunca abandonou a cavaleira, mais ela nunca se arrependeu de te-la feito. Quando voltou a academia que frequentava antes, voltou uma cavaleira apesar de seu sangue ser real.


Todas as suas amigas cresceram e mudaram, mais ela foi quem mudou mais. Elas tiveram medo pois a cavaleira não as tratava mais do mesmo jeito, e ela não parecia se importar.


- Apenas eu e você solidão.


E assim a cavaleira seguiu sua carreira solo por um tempo, quando não vestia a armadura ela era uma pessoa normal, afinal não poderia ficar de armadura o tempo todo, mais sempre tinha sua espada perto.


Quando era normal ela era uma pessoa doce amigável, sempre fazia amizades, mais ela nunca revelava que era uma cavaleira pois apesar de ter varias amigos, não confiava neles e mesmo rodeava de muitas pessoas ela ainda se sentia só.


- Deuses... perdoe o mal que habita em mim.


Vagando em busca de aventura a cavaleira procura uma verdadeira companhia, uma companhia em que não faça parte da trilha de sangue

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