quinta-feira, 6 de outubro de 2011
# 07 A Diabolic Waltz
Acordou em um lugar desconhecido, aonde ela estava? Sentia cheiro de grama, sentia a terra úmida embaixo de si, e o perfume da manha invadir suas narinas. Onde raios ela estava?
Se ajoelhava na grama e erguia os olhos para a luz cegante do começo da manha. Sentia uma fraca brisa fria do norte... Norte?!
Rolou os olhos naquele lugar e viu que estava no meio de uma floresta. Como havia chegado ali? Apalpou sua cintura e percebeu que não havia uma espada ali.
- Cade a minha espada?!
Espada? Porque se sentia tão leve?
- Cade a minha armadura?!
Não se lembrava direito o que fazia ali, mais aquela leve brisa fria de começo de manha começou a brincar com seus cabelos, o fazendo voar conforme a brisa evoluía para um vento mais forte. Se levantou sem vontade e começou a explorar aquele lugar sem muita vontade, afinal não sabia aonde esta e ainda por cima estava desarmada.
Escutou o mundo lhe fornecer novamente música, mais a música que tocava era diferente, realmente era música.
Então não devia estar muito longe, mais aquela música era diferente, embriagante... convidativa e dançante.
- Uma valsa...
Algo parecia sorrir das sombras, e afirmar o doce sussurro que a cavaleira falava.
- Sim, é uma valsa... mais não é algo para ouvidos humanos, muito menos ouvidos comuns...
A voz não era assustadora, todavia não parecia normal. Não costumava falar com estranhos em lugares estranhos e numa situação totalmente estranha como aquela, mais algo naquela melodia a embriagava ao ponto de não pensar nesse tipo de coisa.
- Você parece alguém diferente... o que acha de apreciar a música de perto?
Poderia ser loucura, mais a cavaleira conseguia sentir o sorriso daquela voz se formar, crescer e crescer a ponto ate de mostrar seus dentes brancos. Mais apesar de sentir e saber disso, ela não via nada. Apenas a floresta na qual estava e permanecia nela.
- Perto... onde?
A voz ria, mais agora a voz se multiplicou, o que pareceu tirar a cavaleira de seu estado de embriagues pois um calafrio lhe subiu a espinha e a fez ficar atenta olhando ao tudo ao seu redor.
Ouvia vozes, ouvia música, ouvia risos e agora cochichos... mais estranhamente não via ninguém.
- Então você não quer ver? A nossa...
Franziu suas sobrancelhas, o que ele havia dito?
- Desculpe o que disse?
A voz aos poucos foi se afastando, e conforme ia a cavaleira parecia ir junto, se sentia arrastada por algo ou alguém, mesmo ninguém tocando nela. Sua visão foi consumida pela escuridão das arvores e seu campo de visão mudou.
O que havia ali eram luzes, luzes que pareciam ter olhos e olhavam para ela.
- O que... são vocês?
A música voltava a tocar, mais agora estava bem mais alto tanto no volume como em seu poder estranho de embriagues. Os olhos antes arregalados agora permaneciam semicerrados enquanto olhava aquelas luzes adquirirem braços,pernas e o formato de uma cabeça.
As formas ficaram ignoraram a presença da cavaleira, e assim se puseram um a frente do outro, parecendo formar pares as mãos se juntaram e então começaram a...
- Ah??
Quando deu por si a própria cavaleira estava rodando com uma das formas de luzes, aquela música embriagante tinha ritmo, e a cavaleira estranhamente seguia aquele ritmo como se sempre tivesse dançado aquilo.
A forma de luz tomou forma se mostrando um rapaz, mais seu corpo ainda estava coberto pela luz, por isso via como ele era, mais ele totalmente. O rosto do rapaz se aproximou e ele sussurrou perto no ouvido da cavaleira.
- Shall we dance? Let's go a Diabolic Waltz...
Antes de reagir, negativamente ou não algo mudou, e a cavaleira Aprendeu a Diabolic Waltz, mais ai...
...
Aonde...ela estava mesmo? O que ela estava fazendo? Uma floresta? Como havia chegado ai?
Confusa a cavaleira coçou a cabeça e rumou para fora da floresta no meio de um bocejo, se sentia cansada e queria dormir... estava meio tonta e com tanto sono que mal notou alguém rindo as suas costas, um sorriso largo e branco aflorava das trevas sussurrando algo para as costas da cavaleira, mais esse algo parecia palavras doces, a ponto de uma pequena flor nascer na sombra de onde o sorriso estava.
- Fome... Sera que tenho que andar muito pra voltar? Mais aonde eu estou?
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