sábado, 22 de outubro de 2011

# 15 Hate You

 Um dia após o outro, e assim iriamos vivendo, somente eu e você.

Eu te odiava, odiava o jeito que pulsava, suas batidas lentas e vagarosas, sua cor vermelha, seu jeito saudades e travesso, e seu jeito de me controlar.

Eu estava pronta novamente, o elmo invisível estava colocado sobre minha mascara de gente, um sorriso irônico tomando conta dos lábios, as balas não me atingiam.

Apenas ria da tola que mirava uma arma para mim e atirava desesperada por me atingir.

Era isso, eu estava ganhando!!

Até que você tinha que se intrometer e entrar na frente!

As balas atravessaram você, e assim você arrancou meu elmo, tentou, mais minha mascara de gente permaneceu em meu rosto.

- Droga…
Era isso, eu estava vulnerável novamente, somente minha mascara não era palio para aquelas balas feitas de rancor e ódio.

O sorriso trocou de rosto e foi para o rosto dela, agora ela podia me acertar, e dessa vez ou eu seria ferida ou eu desviaria perfeitamente como daquela vez.

Sentia você sorrir pra mim enquanto estava no chão ensanguentado, como eu te odiava por fazer o que sempre faz. Sempre entrar na frente e me atrapalhar.

- Será que não pode ficar quieto um segundo e me deixar!!

Chutei o infeliz enquanto uma bala raspava meu braço, a mira dela nunca fora melhor que a minha, mais sem minha proteção tinha que fazer como daquela vez.

Mais não faria, o ódio fervia pelo sangue, os olhos se tronaram vermelhos, e uma exibição dos dentes, longe de ser um sorriso. E então o movimento suicida...

Bang Bang Bang!!

Uma no braço, outra na parede e a ultima na mão.

Ela estava no chão, o movimento foi rápido, a dor por outro lado não. A arma em minha mão com uma bala. Ela olhava para mim pasma e eu a olhava com uma fúria desumana.

- Eu te odeio!!

Virei para ele ainda jogado no chão, apontei a arma e disparei. Virei e apontei a arma para ela e fiz a contagem mental.

Duas no braço, uma na mão, outra na parede, uma nele... e a ultima é...

- Pra você!!

BANG!!

Sangue, era tudo o que via e a única coisa que a acalmava, mais dessa vez foi errado. A cor a deixava com mais fúria, a cor dele, vermelho.

Joguei a arma fora e notou as balas por fim incomodarem o movimento dos músculos.
- Que merda viu...

Segurou e pressionou para o sangue parar de escorrer, uma anêmica perder sangue é como querer morrer!!

Não adiantou, ele se levantou e a seguiu, ainda a atrapalharia muito, nunca conseguiu mata-lo por diversas vezes que tentou. Como o odiava.

- I Hate You!!

Estranhamente, ele gostava de outras três palavras.

“- I Love You...”

- Tsc...

Não importa o quanto eu te mate, o quanto eu tento te mandar embora, você continua a me seguir, não importa por onde vá, continuando essa batida que me irrita e me faz querer mata-lo mais vezes...

Como eu te ódio, e estou cansada de odiá-lo tanto... Não me mande flores, não entregue chocolates, não escreva poemas, não me faça sentir...


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