sábado, 15 de outubro de 2011

# 11 ... Flashback or Dejavu?



“ - Vilarejo das montanhas... Por duas semanas? Fazer o que mesmo?

A cavaleira era sempre designada para missões estranhas e muitas vezes muito demoradas, a rainha parecia fazer isso de proposito apesar de que a cavaleira poder escolher suas missões e na maioria das vezes ela ajudava os outros.

- Hm... Vamos então.

Com total animo zero, a cavaleira foi para o vilarejo das montanhas para tomar conta de duas crianças enquanto seus pais estavam fora o resto do dia e só voltavam de noite.

- O QUE?! FICAR DE BABÁ? CÊ SÓ PODE ESTAR ME ZOANDO.

Que tipo de exemplo ela daria para duas crianças? Ela era uma princesa rebelde que veste armadura e usa uma espada. Que belo exemplo...

Mais claro...

Duas semanas, dia após dia a cavaleira preparava a comida dos menores, obrigada eles a comerem, ia com eles pelas montanhas ate o vilarejo para brincarem com os colegas pela primeira semana. Pois na segundo os meninos haviam de ir a escola.

Certa vez a cavaleira pensou que daria uma mãe... sei la estranha não? Tão nova e com sentimentos tão confusos e emocional instável, ela cuidando de crianças e acalmando elas.

Nos finais de semana quando os pais não saiam, eles iam andar nos cavalos vermelho e verde, a cavaleira então teve seu primeiro contato com aquele cavalo vermelho, mais porem o problema aflorava nele.

Pois ele não suportava subir ladeiras, e ele ficava desacordado a ponto de relaxar o corpo e então ele ia para trás.

Aconteceu isso quando a cavaleira andava no cavalo, ela subia a ultima ladeira para chegar na casa em que estava hospedada, e o cavalo ficou desacordado e assim começou a cair.

- Mas o que?!... Porra!!

A cavaleira rapidamente desmontava e então segurava o cavalo com suas mãos, porem o cavalo era mais pesado e maior que ela, e aos poucos os dois foram escorregando em direção a um penhasco... Lembre-se era uma montanha, então se caísse... Bom iria doer muito a ponto dela não acordar.

Ela conseguiu por fim segurar o cavalo, um passo em falso e os dois cairiam.

Olhou para trás apenas, para ver a cara da morte caso caísse, ela era verde e tinha cheiro de hortelã.

- Ai cara... que hora pra você morrer em cavalinho?

Com força e demorando muito, conseguiu levar o cavalo para o meio da trilha aonde ele não cairia e não a levaria junto.

Descansou um pouco os braços e assim que ele estava em si subiram novamente, e dessa vez ele estava acordado e eles conseguiram chegar.

- Arr...

Fora a “quase a morte”, as duas semanas correram bem e bem rápido, e assim o tempo e novas missões foram enchendo a cavaleira assim como novos problemas. Mais algo a cavaleira não ia esquecer que era aquela calmaria, serenidade, paz e liberdade.

Lá ela podia fazer o que quisesse, podia escolher aonde ia e porque ia. Sentiria falta disso, sem falar da paisagem...

Céus noturnos...

Amanhecer...
E o por do sol...

- Sentirei saudades.


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