“ - Vilarejo das montanhas... Por duas semanas? Fazer o que mesmo?
A cavaleira era sempre designada para missões estranhas e muitas vezes muito demoradas, a rainha parecia fazer isso de proposito apesar de que a cavaleira poder escolher suas missões e na maioria das vezes ela ajudava os outros.
- Hm... Vamos então.
Com total animo zero, a cavaleira foi para o vilarejo das montanhas para tomar conta de duas crianças enquanto seus pais estavam fora o resto do dia e só voltavam de noite.
- O QUE?! FICAR DE BABÁ? CÊ SÓ PODE ESTAR ME ZOANDO.
Que tipo de exemplo ela daria para duas crianças? Ela era uma princesa rebelde que veste armadura e usa uma espada. Que belo exemplo...
Mais claro...
Duas semanas, dia após dia a cavaleira preparava a comida dos menores, obrigada eles a comerem, ia com eles pelas montanhas ate o vilarejo para brincarem com os colegas pela primeira semana. Pois na segundo os meninos haviam de ir a escola.
Certa vez a cavaleira pensou que daria uma mãe... sei la estranha não? Tão nova e com sentimentos tão confusos e emocional instável, ela cuidando de crianças e acalmando elas.
Nos finais de semana quando os pais não saiam, eles iam andar nos cavalos vermelho e verde, a cavaleira então teve seu primeiro contato com aquele cavalo vermelho, mais porem o problema aflorava nele.
Pois ele não suportava subir ladeiras, e ele ficava desacordado a ponto de relaxar o corpo e então ele ia para trás.
Aconteceu isso quando a cavaleira andava no cavalo, ela subia a ultima ladeira para chegar na casa em que estava hospedada, e o cavalo ficou desacordado e assim começou a cair.
- Mas o que?!... Porra!!
A cavaleira rapidamente desmontava e então segurava o cavalo com suas mãos, porem o cavalo era mais pesado e maior que ela, e aos poucos os dois foram escorregando em direção a um penhasco... Lembre-se era uma montanha, então se caísse... Bom iria doer muito a ponto dela não acordar.
Ela conseguiu por fim segurar o cavalo, um passo em falso e os dois cairiam.
Olhou para trás apenas, para ver a cara da morte caso caísse, ela era verde e tinha cheiro de hortelã.
- Ai cara... que hora pra você morrer em cavalinho?
Com força e demorando muito, conseguiu levar o cavalo para o meio da trilha aonde ele não cairia e não a levaria junto.
Descansou um pouco os braços e assim que ele estava em si subiram novamente, e dessa vez ele estava acordado e eles conseguiram chegar.
- Arr...
Fora a “quase a morte”, as duas semanas correram bem e bem rápido, e assim o tempo e novas missões foram enchendo a cavaleira assim como novos problemas. Mais algo a cavaleira não ia esquecer que era aquela calmaria, serenidade, paz e liberdade.
Lá ela podia fazer o que quisesse, podia escolher aonde ia e porque ia. Sentiria falta disso, sem falar da paisagem...
Céus noturnos...
Amanhecer...
E o por do sol...
- Sentirei saudades.

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